O fim do achismo: um framework de IA para ideação e validação de negócios
com Patrick Pedreira
Resumo da Aula: O fim do achismo: um framework de IA para ideação e validação de negócios
Na sessão conduzida pelo Professor Dr. Patrick Pedreira, exploramos como abandonar decisões baseadas em intuição e construir produtos e negócios fundamentados em dados reais — usando uma combinação poderosa entre Notebook LM, Perplexity e Gemini. O foco foi mostrar um fluxo completo que vai da descoberta do problema até marketing e criação de protótipo, sempre reduzindo riscos e aumentando clareza.
1. Por que “o fim do achismo” importa
Patrick abriu a aula explicando que a maioria dos projetos não fracassa por falhas técnicas — especialmente hoje, com IA generativa acelerando desenvolvimento. O principal problema é outro:
A maior causa de morte de negócios é construir soluções para problemas que ninguém tem.
A metodologia apresentada cria um caminho mais seguro: identificar dores reais, entender o mercado, mapear lacunas e só então desenvolver algo.
2. O Framework de 4 Fases
Patrick estruturou o processo em quatro macroetapas, cada uma com apoio de IA:
- Pesquisa — Mapear dores, reclamações e conversas reais dos usuários.
- Planejamento — Criar o MVP conceitual com base nos problemas encontrados.
- Prototipação — Gerar uma interface navegável em HTML usando Gemini.
- Marketing — Transformar dores e lacunas em conteúdo e narrativa estratégica.
3. Fase 1 — Pesquisa profunda de dores reais
O objetivo é descobrir o que os usuários reclamam quando ninguém está vendo. Para isso, Patrick combinou:
- Notebook LM – Deep Research para mapear fontes reais;
- Perplexity (modo Social) para buscar conversas em Reddit e fóruns;
- Reclame Aqui para reclamações públicas, detalhadas e honestas.
Ele mostrou como:
- extrair links reais de discussões sobre um nicho;
- importar tudo para o Notebook LM;
- rotular cada grupo de fonte como dores, concorrentes ou reviews para facilitar a organização.
Essa é a fase que mata o achismo: tudo nasce das dores e dos relatos espontâneos dos usuários.
4. Fase 2 — Planejamento e definição do MVP
Com as dores e concorrentes organizados, o Notebook LM pode:
- analisar funcionalidades dos concorrentes;
- descobrir padrões de mercado;
- identificar o que é obrigatório existir;
- gerar uma lista de funcionalidades críticas.
Patrick destacou especialmente:
A prática guiada de conversação apareceu como a funcionalidade mais universalmente desejada entre os concorrentes.
Essa etapa gera o esqueleto do produto: o que realmente precisa existir para resolver o problema.
5. Fase 3 — Prototipação com Gemini
Com as funcionalidades definidas, o Gemini entra para criar um protótipo navegável:
- um HTML completo;
- com telas;
- fluxos simulados;
- interações animadas.
Patrick mostrou um exemplo de protótipo de um app de inglês com:
- diário de voz;
- feedback de pronúncia;
- telas de progresso;
- tarefas diárias;
- seção de aulas e vocabulário;
- página de perfil e recomendações.
É uma casca — não tem backend. Mas é suficiente para validar visualmente a ideia, mostrar para parceiros ou até levantar capital.
6. Fase 4 — Marketing e criação de conteúdo
A última fase transforma todo o diagnóstico em comunicação estratégica.
Usando como fontes:
- dores dos usuários (Reddit);
- lacunas (Reclame Aqui + reviews);
- frustrações recorrentes nos concorrentes.
O Gemini gerou:
- uma narrativa de campanha;
- títulos de blog e posts com alto impacto;
- infográficos completos em HTML;
- conteúdos educativos que atraem antes de vender.
O foco: educar, quebrar objeções e falar a língua do usuário — literalmente usando as frases reais coletadas nos fóruns.
7. Reações e insights dos participantes
Os participantes comentaram como a aula:
- ampliou a noção de profundidade da pesquisa com IA;
- mostrou como organizar fontes e transformá-las em notas;
- abriu a visão sobre como usar Notebook LM corretamente;
- destacou a importância de combinar produto + IA, não só IA isoladamente.
A fala de Gabriela sintetizou o sentimento geral:
“Eu estava usando o Notebook LM como uma criança de cinco anos. Agora entendi como aprofundar a ferramenta de verdade.”
8. Encerramento
Patrick fechou reforçando que o diferencial não está na ferramenta, mas em saber fazer as perguntas certas, organizar dados e operar com método. A IA acelera, mas o raciocínio crítico continua sendo o que separa amadores de profissionais.