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Vibe coding: a nova era de criar com tecnologia sem ser programador

com Gerson Viergutz

Resumo da Aula: Vibe coding: a nova era de criar com tecnologia sem ser programador

Na sessão conduzida por Gerson Viergutz – MVP Microsoft, Top Voice LinkedIn e especialista em dados, IA e Power BI – exploramos o conceito de Vibe Coding: a nova forma de criar produtos, páginas, apps e experiências digitais usando linguagem natural com apoio de inteligência artificial. A aula mostrou, na prática, como qualquer profissional pode transformar ideias em protótipos funcionais, mesmo sem saber programar, combinando ferramentas de IA, organização e curiosidade.

  1. Quem é o Gerson e como ele chegou ao Vibe Coding
    • Iniciou criando conteúdo em blog e planilhas, depois migrou para consultoria, treinamentos in company e, por fim, sua própria plataforma/comunidade.
    • Recebeu dois prêmios de MVP Microsoft (M365 e Data Platform) e se tornou referência nacional em dados, Power BI e IA.
    • Foi reconhecido como Top Voice LinkedIn, unindo didática, prática e presença digital.
    • Nos últimos anos passou a testar intensamente ferramentas de IA generativa e começou a estruturar seu método de Vibe Coding.
  2. O que é Vibe Coding e por que ele importa agora
    • Vibe Coding é a prática de “programar” conversando com modelos de IA: você descreve o que quer em linguagem natural e a IA gera código, estruturas e páginas.
    • Permite que pessoas sem formação em programação criem sites, microaplicações, calculadoras, quizzes e experiências interativas.
    • Para quem já é técnico, multiplica a produtividade: em vez de escrever tudo do zero, a IA acelera rascunhos, ajustes e testes.
    • Cria um novo tipo de profissional híbrido: alguém que entende o problema de negócio e sabe orquestrar IA para construir a solução.
  3. Ferramentas-chave apresentadas na aula
    • Lovable: plataforma focada em Vibe Coding para criar aplicações web de forma guiada, usando prompts e componentes prontos.
    • Google AI Studio: ambiente com modelos como Gemini 3 Pro para gerar código, páginas dinâmicas, quizzes e experiências interativas a partir de um conteúdo-base.
    • GitHub: funciona como “casa” dos projetos; armazena código, versões e histórico, facilitando backup e colaboração.
    • Outras ferramentas de apoio (editores, modelos diferentes de IA) que podem ser combinadas conforme o objetivo do projeto.
  4. O processo de Vibe Coding na prática
    • Organizar o repositório: ter um lugar central (como GitHub) para salvar todos os projetos, versões e arquivos gerados pela IA.
    • Começar pelo problema: descrever claramente o que se quer – por exemplo, uma página para um curso, um quiz interativo, um simulador ou um microproduto digital.
    • Usar prompts bem pensados: especificar público, objetivo, tom de voz, estrutura desejada, tecnologias e formatos de saída (HTML, CSS, JavaScript etc.).
    • Iterar com a IA: gerar uma primeira versão, testar, pedir melhorias, refinar layout e funcionalidades, corrigir erros.
    • Versionar e documentar: salvar marcos importantes do projeto, anotar o que funcionou e criar uma espécie de “manual” para reaproveitar depois.
    • Combinar modelos: usar um modelo mais forte para front-end, outro para revisão de código, outro para criar prompts; cada um com seu papel específico.
  5. Exemplos práticos que Gerson demonstrou
    • Criação de uma página dinâmica a partir de um conteúdo estático (como um texto de aula), tornando a experiência mais lúdica e interativa.
    • Construção de uma espécie de “bíblia do Vibe Coding”, organizada em níveis (do básico ao avançado), com prompts e estruturas que podem ser reutilizadas.
    • Geração de quizzes, simuladores e componentes que podem ser incorporados em sites, EAD, comunidades e materiais de ensino.
    • Uso de IA para criar rapidamente interfaces que, antes, demandariam horas de programação manual.
  6. Como começar mesmo sem saber programar
    • Escolher um projeto pequeno e concreto (landing page de um curso, página de apresentação, quiz para alunos, simulador simples).
    • Guardar todos os experimentos em um repositório próprio, mesmo que pareçam “rascunhos”; com o tempo viram biblioteca pessoal.
    • Aprender a fazer boas perguntas para a IA, descrevendo claramente o contexto e o resultado desejado.
    • Perder o medo de errar: Vibe Coding é um processo de teste e ajuste constante, e não de perfeição imediata.
    • Reaproveitar prompts e estruturas que funcionaram, adaptando para novos projetos e clientes.
  7. Novas oportunidades de carreira e renda com Vibe Coding
    • Criar páginas e microaplicações para empresas que não têm equipe de desenvolvimento, cobrando por projeto ou pacote.
    • Desenvolver produtos educacionais digitais (simuladores, quizzes, ferramentas de estudo) usando apenas IA e organização.
    • Oferecer serviços de prototipagem rápida para validar ideias de negócios antes de investir em desenvolvimento completo.
    • Construir “agentes pessoais” e soluções sob medida dentro de empresas, integrando dados, relatórios e rotinas do dia a dia.
  8. Impressões finais da comunidade
    • A aula mostrou que Vibe Coding não é “coisa de programador”, mas um novo alfabetismo digital que qualquer profissional pode aprender.
    • Os exemplos reais ajudaram a visualizar o caminho entre ter uma ideia e ver essa ideia funcionando em uma página ou ferramenta.
    • Ficou claro que o diferencial não é decorar comandos de código, e sim saber pensar soluções, estruturar projetos e dialogar bem com a IA.
    • A principal sensação ao final foi de empoderamento: é possível criar muito mais do que imaginávamos, desde que haja curiosidade, prática e organização.